7 de ago de 2011

Falando com Ego

Sabe as vezes paro e olho para esse blog e tenho a impressão de que ele tem um clima meio mórbido. Não sei talvez seja pelo fato que ele tenha sido criado em um momento mórbido da minha vida. Bem mas deixa isso de lado.
Cara sigo minha rotina, paro para vê-la percebê-la, não sou mais um adolescente, já tenho vida de adulto. Não sei para quem está na mesma fase que eu seja fácil, mas para mim tem sido difícil, demais da conta.
Incrível né o tempo passa, mas as memórias para mim parecem tão vivas desde os meus 11 anos de idade vivi tanta coisa, passei por tantos momentos, tantas fases e cara tudo já foi, minha adolescência ta indo embora!
Mas é incrível como agente muda, como tudo muda, não só pela subjetividade de nosso tempo, mas ainda tenho algumas coisas de meus 11 anos que ainda conservo comigo.
Meus anos de Dom Bosco, Meus anos de Nirvana, Meus anos de Heavy Metal, Meus anos de Handebol, Meus anos de faculdade, Meus anos com meu primeiro amor, Meus anos de faculdade, caralho meus anos de faculdade... Tudo isso já foi e sabe foi tudo tão lindo e tão doloroso e com aquela irresponsabilidade gostosa não tem coisa melhor que ela.
Agora eu sou responsável por mim, pela minha vida, pelo que sou...
Sabe uso muitas defesas por aí, mostro algumas máscaras até para amigos que bem não é o que sou de verdade, algumas vezes as pessoas não gostam disso que mostro, mas bem são só defesas é dificil de eu realmente me abrir para qualquer pessoa de me mostrar completamente.
Esse texto não foi nada poético, nem nada projetivo são palavras de algo que realmente sinto.

15 de jul de 2011

Não sei

Sabe a vida é uma construção de não sei o que.
Não sei o que faço
Não sei pra onde vou
Não sei o que sou.
Não sei onde vou estar.
Não sei mais que porcaria é essa
Não sei se estou feliz
Não sei se estou triste
Não sei se te amo
Não sei se te odeio
Para todas as outras perguntas eu não sei
Faço terapia para isso
Mas uma hora me canso de saber as respostas
Mas sabe uma hora você só se sente bem
Sabe as coisas doem
Viver dói pra caralho
Ver as coisas mudarem é difícil
Mas elas mudam e o que você faz?
Keep Walking
Walking
Se diverte
Fica triste
Fica feliz
Acha a vida Bela
Acha a vida Feia
No fim das contas você viveu
Sabe se existe algo do outro lado
Não sei
Porque meu amigo
A vida é cheia de não sei o que...

26 de jun de 2011

Descompasso

Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Procuro a mim no espelho vejo algo que não sou/fui
Não há como prever para onde estou indo
Que escolhas me aguardam que desejo ainda tenho
Sinto falta do amor e daquilo que ele faz
Sinto falta de uma dor e aquilo que me traz
Não enxergo Eros, ou eu fujo dele
Não há exagero quando digo não despeje
Talvez pareça estranho
O que sinto não é dor, não é prazer
O que sinto é indolor, você não vai querer saber
Poema sem estética, rima descontinuada
Assim é minha vida afora e adentro
Sem ritmo no descompasso do desconhecido
Danço uma dança que não sei dançar
Danço apenas para me encontrar
E no final quando estiver cansado
Talvez eu sente esperando algum respaldo
Deus não se engane nem me engane
Quero apenas que meu destino se cumpra
Quero apenas que minha alma te escuta
Para que na labuta dessa vida meu destino se cumpra.

29 de mai de 2011

Olhos azuis

"As de olhos azuis são as mais difíceis... não importa o que faça, nunca serão suas amigas. Não há nada a fazer...Quanto mais pesado é o homem... mais profundas são suas marcas''
Assim disse Alfredo para Totó na sala de projeção do Cinema Paradiso. Não precisa realmente ter olhos azuis, sua alma tem que ter olhos azuis. Falei o que pensava de você e você me respondeu dizendo que do jeito que eu falava parecia que você tinha olhos cinza. Busco essa mulher, encontrei em você, mas você se foi...
Nessa profunda marca, não deixada por você ou por outra, mas marcada na minha alma, procuro essa mulher de olhos azuis. Talvez na dor da procura produza algo belo, talvez a dor aja de modo sombrio e obscuro.
Mas me pergunto quem é essa mulher? Quem é você que está dentro de mim e porque procuro você mundo a fora, vagando desgovernado, perdido no deserto procurando um oásis. Peço as parcas que contem meu destino... peço ao oráculo que me conte minha sina. Não sou da família dos labidácidas, não irei fugir do meu destino. Sou apenas mais um homem em profundo desatino.

20 de mai de 2011

Puer Senex

Um homem velho olha o horizonte, vê o sol se por, mais um dos vários que já viu, mas para ele esse parece ser diferente, é especial. Seus olhos cansados, demonstram sua idade ele percebe que seu auge já passou, percebe que está velho para esse mundo. Isso não o entristece, não enaltece a cor laranja ao fundo, esta não parece um cortejo fúnebre nem um festival jovial. Tudo o que viu, tudo o que viveu está guardado em sua alma, sim sua alma essa é completamente diferente de seu corpo, ela hoje tem o tamanho e a vitalidade de um herói mítico, porém seu corpo não demonstra essa força.

Ele olha ao lado e vê seu neto brincando, observa seu olhar curioso diante de tudo, tanta energia, tanto a aprender, tudo é curioso e novo para aquele menino de cabelos negros que corre desengonçado pelo terreno irregular daquele campo verdejante. O pequeno menino olha uma borboleta com suas lindas asas azuis que voa em direção do sol que se põe, o sol o deixa cego, mal consegue ver a criatura.

O menino vem em direção ao velho correndo desengonçado, tanta energia, tanta alegria. O velho então percebe que o mundo não acaba com ele, ele vê no menino uma continuação de sua alma, lembra-se de como já foi jovem, curioso. Ele anda em direção ao menino a passos lentos e o toma nos braços, sente aqueles braços que mal conseguem dar a volta no seu corpo. O menino sente aqueles braços velhos, porém com uma dureza e força que a idade lhe deu e ele se sente segura naquele lugar.

Uma lágrima cai do rosto do velho, o menino apenas sorri ali eles percebem que são um só, nem velho, nem novo, são uma nova criatura. O sol lança ao fundo seus últimos raios. O grande deus se despede da terra e anuncia que amanhã será um novo dia. O velho e o menino olham para o horizonte e suas imagens vão sumindo junto com os raios de sol e quando anoitece surge uma linda mulher com vestes brancas e um sorriso acolhedor que abre os braços e saúda o mundo que despertou para ela.

17 de abr de 2011

Nada se esvai

Somos feridos quando nascemos
Somos mortos quando mudamos
Somos peritos para o que viemos
Somos perfeitos vivos mundanos
Não é agua que corre em rio
É agua de pântano morto sombrio
Rostos mortos, velhos cheio de brio
Nada lhes resta a não ser o banho no rio
Corre pra longe afugenta a lembrança
Abre essa barragem para que venha a mudança
Preso nesse lago só fica a pujança
De um rosto morto que só traz uma lembrança
Lembrança de dor, lembrança de morte
Lembrança sem cor, apenas um corte
Talvez meu temor não seja má sorte
Tinha uma cor, hoje apenas um corte

6 de abr de 2011

Face to Face

Querem que eu diga a verdade sem frescura? Nunca jamais direi a verdade por completo, direi aquela que cabem a vocês ouviu ou ler...
Minha terapeuta sabe mais de mim que acho que só meu próximo terapeuta saberá mais.
Parem de reclamar da aparência de pessoas falsas, elas são pessoas nunca dirão a verdade por completo.
São dias loucos pra mim, tempos loucos, uma reconstrução constante, uma angústia constante, um sempre bem vindo mal estar de encontrar aquilo que não sei.
Se contasse em palavras tudo o que vem em mim meu cotidiano minhas indagações, porém minhas indagações são sobre mim mesmo, minha profundidade minha alma.
Não estou sempre bem, vivo num incomodo constante com minha alma, procuro minha individuação.
Em certos momentos chego tão perto do inconsciente que penso que vou surtar, tenho medo medo de uma psicose me atingir.
Sabe estudar psicologia é um desafio constante, não com o mundo, com o mercado de trabalho, mas com você, quantos de vocês aguentariam olhar dentro de si todo santo dia, sair da superficialidade do existir e entender a profundidade do que se é, sem defesas. Quem dizer que é fácil xingo todo sua família. Mas quando se entende o valor de tal fato, o êxtase que vem junto, poucas é indescritível, você fica feliz apenas de ser quem é e de ver a beleza da humanidade eu não sei explicar.
Claro não me sinto completo quem se sente, mas hoje sou muito mais do que fui ontem. Obrigado por ter ido embora, sei que nunca agradeci, mas isso foi importante pra mim, porém nunca vou te perdoar, pelo menos não enxergo isso no futuro.
Bem isso não é um poema, nem uma declaração de amor, não sei o que é isso talvez seja algo que eu gostaria de dizer para as pessoas que conheço, mas poucas vezes tenho espaço para isso.
Não há como fugir do destino de ser aquilo que você é...

2 de abr de 2011

Você em mim

Não basta apenas ser ego.
Tem que ser inconsciente.
Tem que vir a Tona
Tem que deixar ser.
Tem que deixar tornar.
Tem que deixar viver.
Tem que deixar sonhar.
Encontrar você (eu) e mim.
Ser aquilo que não se é.
O saber que não se sabe.
Transformar.
Transgredir.
Reiniciar.
Então ser.
Ser você (eu).

7 de fev de 2011

1968

Éramos jovens, queríamos revolução, queríamos liberdade, igualdade.
Tudo passou, somos yuppies, investidores, reacionários.
Não há mais ditadura, há liberdade, há consumo.
Não há amor.
Não há amor dentro de mim.
Tenho medo de amar de novo de me machucar de novo.
Não quero mais amar, não quero mais me machucar, tenho medo.
Sou apenas um reacionário funcionário público leitor de Veja.
Não circula mais vida dentro de mim, não circula mais amor dentro de mim.
Por isso não me curo? Por isso carrego toda essa dor?
While my guitar gently weeps.
Não consigo sentir amor, não enxergo mais o amor.
Ele me parece tão distante quanto meus 60 anos.
All we need is love?
Eu não sei talvez precisamos.
If you want a revolution, precisa mudar precisa lutar.
Enquanto isso...
Still my guitar gently weeps

3 de jan de 2011

Raso

É na dor que me inspiro.
Na solidão que me vejo.

Não sei o que desejo.

Só sei o que não quero.

Não quero mais você.

Quero algo que me parece inalcansável.

Se você soubesse o que é isso.

Não quero a dor do poeta romântico.

Não quero a dor existencial.

Não quero mais a profundidade.

Acho que vou me afogar.

1 de jan de 2011

Saldo de 2010

Cara o que foi 2010 pra mim, não sei explicar foi bem sofrível, uma reinvenção de mim.
Bem o fim de 2009 foi horrível de uma maneira que não gostaria de descrever.
2010 era pra ser o reinício e realmente me reinventei de alguma maneira, me superei em várias coisas, porém pequei em vários fatores, esse foi o ano do pecado, vivi o pecado me deliciei nele, mas acho que devo dar um tempo.
Foi o ano da solidão acho que nunca ela me incomodou tanto como agora, meu ano foi marcado por andar por aí de carro sozinho e isso me fez sofrer de certa forma, creio que foi a pior parte do ano que passou.
Bem agora estou aqui em 2011, sobrevivi, vai ser o ano que precede 2012, meu Apocalipse estudantil, minha nova vida. A partir do fim desse ano serei um profissional e isso tem sido assustador, bem não tenho o que prometer pra esse ano, só espero conseguir ser ético com o que sou e poder acessar tudo aquilo que não sei sobre mim.